Essencialidade e Adaptabilidade

Em momentos como este, é essencial observar estas características em empresas negociadas em Bolsa que tendem a ser mais resilientes ou até ganhar relevância
Essencialidade e Adaptabilidade
Como você irá usar seu dinheiro quando tudo isso passar?

Esta tem sido uma pergunta recorrente por aqui nos últimos tempos. Para nosso estrategista-chefe, Dato Netto, "depois de momentos como este, as pessoas tendem a priorizar seus recursos".

Isso, é claro, tem impacto direto nas empresas e suas ações.

Por isso, em momentos como este, duas características são imprescindíveis para indicar quais empresas negociadas em Bolsa tendem a ser mais resilientes ou até aproveitar o momento para ganhar relevância, o que as tornam bons investimentos: Essencialidade e Adaptabilidade.

Entenda:

Ponto 1: Negócios essenciais, via de regra, permanecerão essenciais.

Você dificilmente vai mudar radicalmente o que come ou irá deixar de comprar medicamentos... Assim também ocorrerá com outros negócios essenciais, eles tendem a permanecer.

Como o Dato disse recentemente: "companhias que têm essencialidade na sua natureza de negócio podem performar de maneira mais consistente."

Ponto 2: Negócios que conseguem se adaptar com rapidez tendem a sofrer menos.

Talvez você tenha percebido como grandes varejistas, a exemplo de Lojas Americanas ou Via Varejo, adaptaram rapidamente seus modelos de vendas, reduzindo a dependência em lojas físicas e aumentando a participação do e-commerce.

Elas não foram as únicas. Você pode até argumentar que isso foi apenas uma aceleração de uma tendência que já vinha acontecendo. Mas impressiona como algumas companhias viraram do avesso seu modelo de negócio e fizeram em três meses uma transição que normalmente demoraria anos.

Os resultados do 1º trimestre do ano já mostraram que esta agilidade foi fundamental para a saúde dos números dessas empresas. 

Estamos diante de uma mudança com velocidade sem precedentes e parte do processo para investir com sabedoria é conseguir projetar, de forma realista, como esta mudança irá impactar a realidade no futuro.

Isso não é fácil. Aliás, justamente por não ser uma tarefa fácil, é preciso que seja feita com técnica e muita responsabilidade.

Um bom ponto de partida é olhar para as empresas que têm características de essencialidade e adaptabilidade.

Você identificou algumas empresas com maior grau de adaptabilidade e/ou essencialidade. E agora, como agir?

Imagine que você identifique uma empresa que esteja conseguindo se adaptar bem melhor que outra ao novo cenário.

Ou que você tenha encontrado ações que têm um forte componente de essencialidade e outras que vendem bens supérfluos, que ninguém quer comprar na crise.

Imagine também que, mesmo assim, você ainda esteja inseguro sobre a direção que a Bolsa irá seguir.

Existe um tipo de operação que não exige que você saiba a direção da Bolsa para ser vencedora, basta que uma ação tenha uma performance relativa melhor do que a outra (mesmo que isso signifique cair menos): o Long & Short.

É um caminho interessante para o momento.

Na última terça-feira, Raphael Figueredo ministrou uma aula totalmente gratuita sobre como escolher as ações para montar um Long & Short.

Em menos de 4 dias, milhares de pessoas já aprenderam como escolher as ações certas e montar este tipo de operação.

Para ver a gravação, aperte o play:
A semana foi agitada para quem gosta de trade.

No campo teórico, a aula acima cumpriu seu papel de facilitar a vida das pessoas que desejam se beneficiar desta operação. Na prática, os assinantes Fusion e One viram o Rafi encerrar três operações e iniciar outras três. Entre as encerradas, uma teve prejuízo de 6,48% e duas fecharam com lucro bruto de: 19,64% e 12,17%.

Veja uma das mensagens que o Rafi enviou para avisar sobre o encerramento da operação, ainda no meio do pregão:
Para receber diretamente no seu celular as recomendações que o Rafi detectar no seu scanner, cadastre-se aqui.
Trade, mas com fundamento

Falando em trade, terça abrimos a 3ª turma do Método Fusion – O Curso, que visa melhorar as estatísticas para quem faz trade e melhorar o timing para quem investe a longo prazo.
Mesmo antes da abertura, a demanda já estava altíssima para este curso, que é composto de nove semanas de aula com mais de 14h de conteúdo online. Tudo isso além de: Transmissões exclusivas ao vivo; Material de apoio; Tira-dúvidas e Evento com convidados especiais.

As vagas são limitadas. Se você quer que uma delas seja sua, acesse aqui.
E no #fintwit...
Tuíte sobre o manifesto da Juventude Pró-Cautela, composto por Dato Netto, Edson Ribeiro Silva, Jason Vieira, Sérgio Machado, Thomaz Sarquis e Vitor Péricles.
  TIME ELEVEN
Semanalmente, nossos analistas comentam os principais acontecimentos dos mercados globais
 
Daniela Bretthauer
Co-Head of Equities, CNPI
 
Magazine Luiza (MGLU3) - Pronta para encarar o "novo normal"
A Magazine Luiza registrou prejuízo de R$ 8 milhões no primeiro trimestre, reflexo da Covid-19 nas vendas, além das menores contribuições da Luizacred (braço financeiro da Magazine Luiza) e da Luizaseg (seguradora da companhia). Mas, no geral, o resultado trimestral foi satisfatório diante do isolamento social em vigor no país. O Magalu avançou muito no digital nos últimos dois anos e, agora, o principal desafio é a sua capacidade de elevar a rentabilidade do negócio, considerando a complexidade que a pandemia trouxe para a operação das lojas, bem como o desafio de ter uma logística robusta e ágil.
 
Diana Stuhlberger
CFA Analista,CNPI
 
Marfrig (MRFG3) - JV ADM: Widening and trending!
A Marfrig anunciou a extensão de sua parceria com a trading americana Archer Daniels Midland (ADM), visando a criação de uma joint venture para fazer produtos à base de proteínas vegetais. Em nossa visão, essa iniciativa é bastante bem-vinda, pois mostra sua adaptação às novas tendências no consumo de alimentos. Ainda que o mercado desses produtos seja considerado de nicho, ele tem apresentado crescimento e atinge consumidores que normalmente primam pela qualidade, a qual é muito bem explorada nas marcas da companhia de proteínas tradicionais. Segundo as estimativas da empresa americana, o mercado desses produtos vegetais já é de US$ 950 milhões no varejo dos EUA. No ano passado, ele foi de US$ 200 milhões na América do Sul.
 
Daniela Bretthauer
Co-Head of Equities, CNPI
 
Arezzo&Co (ARZZ3) - Antecipando uma plataforma de moda verdadeiramente digital
Mesmo diante de um forte choque de demanda por conta do efeito Covid-19, Arezzo&Co reportou resultado satisfatório no 1T20, que contou com "ajuda" adicional de créditos fiscais extemporâneos no valor de R$29,9 milhões bruto (ou R$20 milhões líquido de imposto). O efeito Covid-19 nas vendas na operação Brasil foi estimada em R$63 milhões e na operação dos EUA em cerca de R$13 milhões no Ebitda no trimestre. A agilidade da Arezzo&Co em redirecionar os esforços de vendas para o canal web commerce (+54% em vendas a/a no 1T20) explica a estabilidade da receita líquida no período, totalizando R$375 milhões, em linha com nossa estimativa. A participação do canal web commerce nas vendas totais aumentou de 10% no 1T19 para aproximadamente 16% no 1T20. Ajustes adicionais no ciclo de criação e lançamento das coleções, assim como ampliação das ferramentas digitais e adaptação da comunicação com os clientes serão fundamentais para dar continuidade a sua trajetória de crescimento no mercado de calçados e acessórios pós-pandemia.
 
E um último pensamento pra inspirar seu final de semana...
"O preço é o que você paga, o valor é o que você leva"
Benjamin Graham, que foi professor na Universidade de Columbia, autor do "O Investidor Inteligente" e conhecido como o criador do value investing. A frase de Graham ressalta a importância de aproveitar a diferença entre o preço e o valor intrínseco para ganhar dinheiro.
 
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[Semanal] Quarentena em baixa, mercado em alta.

Confira a análise dos principais destaques do mercado nesta semana.


Aconteceu essa semana

[De 25 a 29/05]
 

Quarentena em baixa, mercado em alta

Após as turbulências causadas pela saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde na semana passada, tudo indicava que essa seria também uma semana difícil. Não foi. As polêmicas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro não foram pra frente, assim como não repercutiu negativamente a divulgação do vídeo da reunião ministerial que corroboraria as acusações de Moro a Bolsonaro.

Sem novas bombas, o Ibovespa acumulou alta de quase 6%. Grande ajuda veio de dados promissores sobre uma possível vacina para o COVID-19, ainda que muito preliminares.

Do lado corporativo, a temporada de balanços segue a todo vapor. Soma-se a isso, os prejuízos bilionários da Suzano com a alta do dólar e os ganhos também bilionários das varejistas com uma vitória na justiça.
 

Os destaques da semana:

  • Política e Economia: O famoso vídeo.
  • Corporativo: Sem parar, devolução de impostos e Temporada de Balanços.
  • Em destaque: Dólar sobe, Suzano cai.  
  • No exterior: EUA, China e Vacina.

A crise já chegou.

As manchetes econômicas desta sexta-feira (29) focaram em um único tema: a queda de 1,5% do PIB do primeiro trimestre deste ano. O valor é em comparação com o quarto trimestre de 2019. Se comparado com o primeiro trimestre do ano passado, a queda é de apenas 0,30%.

O número em si pode não parecer grande coisa, mas traz preocupações para o futuro. A primeira delas é em torno dos indicadores mais afetados: os serviços e o consumo das famílias, principais componentes do PIB brasileiro, foram também os que apresentaram as maiores quedas.

Em um contexto de quarentena, esses resultados fazem todo o sentido, dado que ambos são fortemente impactados quando as pessoas não podem sair de casa. Contudo, é bom lembrar que as quarentenas começaram a vigorar pelo País apenas no finzinho de março, ou seja, durante quase todo o trimestre, a economia operou normalmente.

E é aí que mora o perigo. O segundo trimestre deve ser quase todo impactado por restrições à circulação, o que nos leva a crer que o próximo resultado do PIB deve ser muito pior do que este. Mais: com o desemprego disparando, os trimestres seguintes devem também ser comprometidos, já que ninguém vai às compras quando falta dinheiro.

Partiu Disney Beto Carrero World.

O turismo internacional fica cada vez mais difícil e, com isso, a situação das operadoras é cada vez mais complicada. Segundo dados da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) mais da metade das operadoras de turismo no País não realizaram nenhuma venda no mês de Abril.

Com quarentenas e fronteiras fechadas mundo afora, a demanda por pacotes turísticos e viagens no geral é cada vez menor. A esperança das empresas como a CVC (CVCB3) é de que, ao longo do segundo semestre, pelo menos a busca por destinos domésticos comece uma retomada.

A volta das viagens internacionais deve demorar ainda mais. Além das fronteiras fechadas, do real desvalorizado e da previsão de redução da atividade econômica graças ao COVID-19, na segunda-feira (25) o Presidente Jair Bolsonaro vetou artigo da MP 907 que diminuía o imposto cobrado sobre remessas internacionais. Com o veto, comprar pacotes e viagens internacionais fica ainda mais caro para o brasileiro.

Exame made in Brazil.

O Grupo Fleury (FLRY3) anunciou o desenvolvimento de um novo teste para detecção do COVID-19. Através de seu departamento de Pesquisa & Desenvolvimento, o Grupo desenvolveu um teste diagnóstico para o vírus que aumenta a capacidade de realização de exames de seus laboratórios em 1.500 testes por dia.

A metodologia inédita desenvolvida utiliza em sua maioria insumos nacionais, possibilitando um exame mais barato do que os mais conhecidos, que possuem uma maior parcela de componentes dolarizados. O Fleury novamente se mostra uma empresa de excelência e pioneirismo na batalha contra o coronavírus.

Temporada de Balanços.

O Magazine Luiza (MGLU3) mostrou a força de seu e-commerce em sua divulgação de resultados do 1T20. Em um período de contração na atividade na maioria dos setores, a Varejista viu suas vendas do e-commerce disparando e compensando parcialmente a queda de receita e o aumento das despesas como percentual da receita causado pelo fechamento de lojas físicas.

A Empresa reportou prejuízo líquido de R$8 milhões, que, ajustados para efeitos não recorrentes, seria um lucro líquido de cerca de R$30 milhões.

Também divulgaram resultados ao longo da semana:

O minério faz tudo.

Um novo protagonista vindo da China entrou nos holofotes nesta semana. E, por incrível que pareça, não estamos falando do COVID-19: trata-se do setor de siderurgia. Associações do setor de aço da China e grandes siderúrgicas chinesas solicitaram um aumento na produção do minério de ferro e um aumento nos investimentos em exploração no exterior para assegurar a oferta. 

Sendo tão ovacionado, o minério de ferro não ficaria na dele, tanto que o contrato futuro da commodity disparou nos últimos dias e voltou ao patamar de US$100, valor que era negociado nos dias de glória das Bolsas mundo afora. O interessante é que, mesmo com os impactos da pandemia do coronavírus, o minério de ferro mostra ganhos em 2020, o que não descarta a atenção que devemos ter no segmento, já que o cenário mundial ainda não é dos melhores.

Contudo, o aumento da oferta tão aclamado pelos chineses poderia levar a uma pressão dos preços. Então, é um olho no peixe e um olho no gato, ou ainda, um olho nos chineses e um olho nas empresas.  

Mas ainda não vimos essa pressão pra baixo no preço do minério de ferro e os ativos do segmento também não, tanto que Usiminas (USIM5) e Siderúrgica Nacional (CSNA3) tomaram o topo das principais altas, ajudando o Ibovespa a fechar a semana em território positivo.

Por mais que tudo isso esteja acontecendo em terras orientais, para nós ocidentais tem uma proporção tão gigante quanto a população da China, já que, uma recuperação do monstro asiático trará reflexo no resto do mundo. 

Reabertura em meio ao caos.

No início da semana, as Bolsas mundiais subiram ainda com a expectativa de uma abertura da economia em vários países. Apesar das altas, ainda pairavam as preocupações com os atritos entre EUA e China.

A Nasdaq, uma das principais Bolsas responsáveis pela alta do mercado americano nos últimos meses, foi umas das que mais sentiu o peso dos conflitos, já que possui ativos de empresas de tecnologia chinesas em seu portfólio. 

Ainda assim, os investidores continuam apostando que o pior da crise já passou e que estamos próximos da criação de um medicamento que ajude no combate à pandemia.

No Reino Unido, a restrição pode cair em junho, de acordo com planos do governo, enquanto a Espanha pretende acabar com a quarentena obrigatória para os turistas em julho e já em 1° de junho voltar com parte do comércio para a população local.

Na França, foram criadas zonas com diferentes restrições para bares e restaurantes, com abertura prevista para 2 de junho. Já na Alemanha, o governo pretende ampliar as restrições de viagens a 31 países. 

O presidente norte-americano, Donald Trump, já havia avaliado na terça-feira (26) a aplicação de sanções contra o país asiático como forma de retaliação à possível proposta de uma lei de segurança nacional que fere diminui a independência de Hong Kong.

Mais detalhes vieram na sexta-feira (29), depois do pronunciamento em que afirmou que medidas serão tomadas contra autoridades envolvidas na lei. Com isso, Trump diz não reconhecer mais a independência da cidade chinesa e irá retirar condições tarifárias especiais. 

Além disso, Trump acusou novamente a China de ser responsável pela pandemia de coronavírus e informou que o governo americano criará planos protetivos para que bancos e universidades dos EUA não sejam alvos da espionagem chinesa. Outra fala polêmica da coletiva foi de que os Estados Unidos não terão mais relações com a OMS.

Mesmo com um movimento mais misto durante a semana e com as falas de Trump, o S&P500 sobe e termina no positivo, digerindo os posicionamentos do presidente e de olho nos próximos movimentos dos dois países.

Bolsa Variação*
Nasdaq 1,77%
S&P500 3,01%
Dow Jones 3,71%
FTSE100 1,39%
DAX 4,65%
Xangai Composto 1,37%
*Variações semanais até às 18:00 de sexta-feira.

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