| | | | | | O que explica o repique explosivo da Bolsa?
| | | Abril parece que durou 8 meses, mas acabou. E com uma valorização de 10,25% no Ibovespa. Pois é, enquanto passamos por um momento sem precedentes na hist ória moderna, a Bolsa subiu. O que explica isso? Fomos atrás dos nossos analistas para explicar o porquê desta valorização:
Do ponto de vista do fundamento Você deve se lembrar da verdadeira corrida para as colinas vista no mês de março: o Ibovespa caiu 29,90%, a pior performance mensal desde 1998. O índice terminou março aos 73.019 pontos. Se considerarmos a mínima do mês, o Ibovespa chegou na casa dos 61 mil pontos, queda de aproximadamente 50% em relação à máxima histórica alcançada poucas semanas antes.
O efeito manada causado pela incerteza em relação ao cenário acabou gerando uma distorção extrema entre preço e valor das ações de algumas companhias. Ou seja, empresas que têm bons fundamentos para atravessar (ou até saírem mais fortes da crise) também foram afetadas pelo pânico do sell off e algumas perderam até mais de 70% do valor de mercado.
O cenário ainda é de muita incerteza e é preciso ter muita cautela, mas algumas ações que estavam muito descontadas começaram a se recuperar no último mês. Algumas, por incrível que pareça, já valorizaram mais de 100%, mais que dobrando de valor desde o fundo de final de março.
Além disso, o início da temporada de resultados do primeiro trimestre de 2020 começou a deixar ainda mais claro quais serão as mais impactadas, assim como as grandes oportunidades na Bolsa. Para você ter uma ideia, na terça, o Santander (SANB11) divulgou os seus resultados, que consideramos bons, e isso deu ânimo para o setor financeiro, ajudando a puxar a Bolsa para cima. Já na quinta, foi o contrário, os números de inadimplência reportados pelo Bradesco (BBDC4) preocuparam o mercado e as ações do banco fecharam em baixa de quase 7%, arrastando todo o setor e o Ibovespa para baixo. Como se comportarão outras blue chips? | | | Do ponto de vista da análise técnica Depois da queda de março, o Ibovespa encontra-se em consolidação entre os 70 mil e 80 mil pontos. Na última semana, os dias foram de recuperação e testaram uma região de forte resistência que vai at é os 81.900 pontos. Segundo o nosso sócio-analista Raphael Figueredo, há uma boa notícia: o saldo de volume das operações melhorou nos últimos pregões, o que significa um maior ímpeto dos compradores versus os vendedores e dá indícios de aumento de fluxo. Um eventual rompimento da resistência mencionada poderia indicar uma tend ência de alta de curto prazo e abre espaço para o í ndice buscar a média m óvel exponencial de 200 períodos (MME200), que hoje encontra-se na casa dos 97 mil pontos. Mas é importante alertar: o cenário ainda é muito frágil. | | | Para Raphael Figueredo, o Rafi, o momento é oportuno para fazer movimentações pontuais, mais táticas, como as que ele tem recomendado para os assinantes Fusion e Eleven One diretamente via WhatsApp. Você pode começar a recebê-las agora mesmo aqui.
| | | O Ibovespa dolarizado está "barato"O Real é a moeda emergente que mais sofreu em relação ao dólar recentemente. Isso fez com que o Ibovespa dolarizado fosse para patamares equivalentes aos de 2016 e pode ter efeito na atração do capital estrangeiro, já que o investidor internacional olha para o nosso mercado a partir da ótica do preço dos ativos em dólar. Isso tem de fato acontecido e ajuda a puxar o índice para cima. | | | | | | | | | Entender o comportamento do investidor estrangeiro pode fazer toda a diferença na hora de definir a sua estratégia para operar na Bolsa brasileira. Afinal, de todo volume da Bolsa, praticamente a metade é movimentação do investidor estrangeiro. Eles também costumam se posicionar do lado vencedor do mercado mais do que os investidores locais. Como escreveu o autor americano Mark Twain: "A história nunca se repete, mas ela rima". Se você não tiver acesso à informação de qualidade sobre o fluxo dos investidores estrangeiros, pode encontrar o quanto antes aqui.
| | | Não comece a semana sem issoUma dica importante: se você quiser começar a semana com todas as informações necessárias para interpretar os mercados, não pode perder o Domingo com Rafi. Amanhã, às 21 horas em ponto, Raphael Figueredo começa a transmissão. Garanta sua participação apertando no play abaixo. | | | | | Além do Domingo com Rafi, se você quiser aproveitar o sábado para assistir todas as lives abertas que a Eleven já fez e não perder as próximas, acesse aqui. | | | | Faz diferença apenas 1% a menos de rentabilidade por ano? Inicialmente, pode parecer que nem tanto. Porém, ao longo dos anos, mesmo uma performance 1% menor tem impacto exponencialmente crescente e pode fazer com que você deixe na mesa dezenas, até centenas de milhares de reais.
Imagine que você tivesse investido R$ 200 mil em uma carteira hipotética que rendesse 10% ao ano. Em cinco anos, você teria R$ 322 mil na sua conta. Agora, imagine os mesmos R$ 200 mil com rendimento anual de 11%, apenas 1% a mais em relação ao exemplo anterior. Ao final de cinco anos você teria mais de R$ 337 mil.
Se você ainda acha que é pouco, veja só quanto a pequena diferença de apenas 1% renderia a mais para você ao final de 20 anos: R$ 266.962,00.
Confira na tabela abaixo:
| | | | | O ideal é sempre ter uma estratégia de investimentos totalmente adequada ao seu perfil e objetivos de vida. O exemplo acima mostra como pequenos ajustes podem fazer uma diferença brutal no tempo. Se você quiser, a Eleven pode te ajudar com a alocação do seu portfólio de forma personalizada, em reuniões privativas com nossa equipe. Basta ser assinante dos planos One Spot.
| | | | | O podcast Eleven desta semana traz o produtivo papo que Adeodato Netto e o macroeconomista da Eleven, Thomaz Sarquis, tiveram com a economista Zeina Lafit, que é doutora em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e consultora. A conversa abordou temas importantes como o cenário econômico global e as perspectivas brasileiras. Foi uma verdadeira aula! Ouça agora mesmo. | | | | | | Semanalmente, nossos analistas comentam os principais acontecimentos dos mercados globais
| | | | | | | | | Diana Stuhlberger, CFA Analista, CNPI | | | | | | | | | | Minerva: Quando o preço ajuda
| | | A Minerva foi beneficiada no primeiro trimestre de 2020 (1T20) pelo elevado preço da carne bovina em dólar, além da desvalorização do Real frente ao dólar. Ainda assim, consideramos expressiva a queda de 13% ano a ano (a/a) no volume vendido, ainda mais quando comparada aos dados da Secex, que indicaram um aumento das exportações de carne bovina de 5% no 1T20, pois cerca de 70% da receita da Minerva tem origem no mercado externo. Na Divisão Brasil, a queda de volume foi de 13,7% a/a, enquanto a queda na divisão Athena foi de 12,6%. Vale ressaltar que a China representou 31% das exportações da divisão Brasil e 39% da divisão Athena, resultado da abertura de 2 novas plantas no quarto trimestre de 2019. A receita líquida no 1T20 atingiu R$ 4,2 bilhões (+11,8% a/a), porém 4,5% abaixo de nossas estimativas. Esse crescimento foi resultado, principalmente, da valorização do dólar em relação ao Real e aumento de 26% dos preços em dólar de exportação. O EBITDA atingiu R$ 382 milhões (+16% a/a e 12% acima de nossas estimativas), com margem EBITDA de 9,2% (+0.3 ponto percentual a/a). Um fator positivo foi o hedge cambial realizado pela Companhia, que neutralizou o efeito negativo da variação cambial no resultado financeiro. Assim, a Minerva reportou um lucro líquido de R$ 271 milhões no 1T20, versus nossa expectativa de um prejuízo de aproximadamente R$ 800 milhões.
| | | | | | | | | | | | | Tatiana Brandt Analista, CNPI | | | | | | | | | | Santander Brasil: Proxy de um ano que deixou de existir
| | | O Santander Brasil apresentou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2020 (1T20), 4% acima da nossa estimativa e 8% acima do consenso de mercado, variando 3,4% T/T e 10,5% A/A. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio (ROAE) foi de 21,8% no 1T20 (versus 21,1% no 1T19). De forma geral, bons resultados financeiro e operacional foram entregues pelo banco nos primeiros meses do ano. Importante ressaltar que no 1T20 os impactos da pandemia causada pelo Covid-19 no resultado do Santander Brasil foram limitados. Além da disseminação do coronavírus no Brasil ter ocorrido nas últimas semanas do trimestre, houve uma corrida, em um primeiro momento, pelas grandes empresas por empréstimos (+20% T/T), e possibilidade de renegociação de dívida sem agravamento de provisão. Nossa expectativa é de que os efeitos adversos da crise vivenciada atualmente sejam verificados nos resultados a partir do 2T20. As principais linhas afetadas, em nossa visão, serão (i) custo de crédito, refletindo o aumento da inadimplência, (ii) receita com serviços, devido ao menor volume de negócios, e (iii) desaceleração da carteira de crédito, impulsionada pela postura de maior conservadorismo. A magnitude do impacto estará atrelada ao tempo de duração do isolamento social. | | | | | | | | | | | | | Tasso Vasconcellos Analista, CNPI | | | | | | | | | | Vale: Definitely not "slip line"!
| | | Conforme esperado, o resultado do primeiro trimestre de 2020 (1T20) da Vale teve impacto limitado da Covid-19, sendo os principais: i) a suspensão temporária no terminal marítimo de Teluk Rubiah, na Malásia, sem impacto na produção de minério de ferro; ii) operação de Voisey's Bay colocada em care and maintenance por até 4 meses, e; iii) postergação dos planos de manutenção na planta de processamento de carvão em Moçambique. Apesar do impacto, até então, limitado, houve a revisão de guidances de produção para o ano, conforme anunciado pela Companhia e publicado pela Eleven no relatório de Produção e Vendas do trimestre, reflexo das incertezas e potenciais impactos do Covid-19 nos próximos meses. No geral, o resultado apresentado pela Vale veio em linha com nossas estimativas, com maior divergência apenas no bottom line. No top line, a receita líquida totalizou US$ 6.969 milhões, queda de 15,0% na comparação anual, principalmente devido à queda de 41% no volume comercializado de pelotas.
| | | | | | | | | E um último pensamento pra inspirar seu final de semana... | | | | | "A recuperação dos países emergentes será mais lenta pelo contexto global e pela realidade destes países. Lamentavelmente vamos ter um período de descasamento de ciclos pelo fato de estarmos mais atrasados do que os países avançados." | | | | | | | Este conteúdo exclusivo da Eleven Financial é distribuído gratuitamente. Se você achar interessante para algum amigo seu, compartilhe este link.
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