O que um filme do James Bond pode te ensinar sobre a temporada de resultados?

A pergunta, que parece estranha, tem uma resposta razoavelmente simples: você não consegue entender o enredo de um filme a partir de um único quadro (frame).
O que um filme do James Bond pode ensinar sobre a temporada de resultados?
A pergunta, que parece estranha, tem uma resposta razoavelmente simples: você não consegue entender o enredo de um filme a partir de um único quadro (frame).

Um exemplo: o frame abaixo foi retirado do remake de Cassino Royale, de 2006.
Em uma das cenas históricas da franquia do 007, Bond é amarrado nu a uma cadeira enquanto o vilão, Le Chiffre, o submete a uma dolorosa tortura.

Um desavisado que olhe apenas a imagem acima, o frame, poderia imaginar que está diante do fim do agente secreto inglês. Porém, quem conhece James Bond sabe que o herói encontrará alguma forma de dar a volta por cima.

Trazendo para a realidade das empresas negociadas em Bolsa...
Olhar para os resultados trimestrais de uma empresa é como olhar para apenas um frame de um filme: ajuda a entender, mas não mostra toda a realidade.

Enquanto o padrão tradicional de Hollywood transforma imagens estáticas em ação ao passá-las a 24 quadros por segundo, as empresas divulgam seus resultados 4 vezes por ano. Uma foto da sua realidade a cada trimestre.

O analista que faz a diferença é justamente aquele que consegue enxergar muito além desse "frame". Ao receber os números divulgados, sua função é olhar para a imagem e enxergar o filme, ou seja, entender como estes números vão se comportar no tempo.

A dinâmica é mais importante do que a estática.

Então, o que explica o fato de algumas ações estarem caindo na Bolsa, mesmo se essas empresas divulgaram resultados recordes no 1T20?

Resposta: As expectativas sobre o futuro.

É simples. O mercado costuma antecipar o "filme", a dinâmica dos resultados no tempo. É como no caso de qualquer filme do James Bond, se você conhece a franquia, mesmo dando um pause em um quadro, saberá que o agente secreto, de alguma forma, irá derrotar o vilão.

Se fôssemos comparar com as empresas da Bolsa, o vilão seria uma companhia que aproveitou a recuperação da economia do começo do ano, mas não conseguirá se manter em pé ao final da pandemia.

Já James Bond representaria uma companhia que tem sofrido as consequências da pandemia, mas tem uma estrutura de capital forte o suficiente para atravessar a crise.

Falando nisso... mais um frame

A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2020 está a todo vapor. É uma oportunidade de você enxergar mais um frame que pode ser essencial para que você entenda a dinâmica das empresas.

A última semana foi intensa, com balanços de importantes companhias, como BTG Pactual (BPAC11), Sinqia (SQIA3), Movida (MOVI3), Via Varejo (VVAR3), Azul (AZUL4), JBS (JBSS3), Ânima Educação (ANIM3) e Petrobras (PETR3 e PETR4).

Isso fez com que a produção dos nossos analistas fosse ainda mais volumosa, com dezenas de novas recomendações enviadas diretamente por e-mail.

Na semana que vem, são esperados os resultados de dez das 130 empresas cobertas no "universo Eleven". Confira:
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Para qual direção vai a Bolsa?
Para que a operação a seguir seja lucrativa, você não precisa saber a direção da Bolsa.

Trata-se de uma operação simples e desconhecida até de investidores experientes e que recentemente rendeu lucros consideráveis, de +9,78% em um dia e +9% em dois dias.

Claro, nem todas as operações foram lucrativas, mas uma vantagem é que sempre controlamos o risco, com um limite de perda preestabelecido.

Você não precisa saber a direção da bolsa para fazer esta operação

E, vale lembrar: o sucesso final não depende que você saiba se a Bolsa vai subir ou cair, mas apenas "acreditar" que uma ação determinada tenha uma performance melhor do que outra.

Trata-se do Long & Short, uma operação que faz parte das recomendações do Fusion Analysis e One.

Na primeira vez que o o Rafi fez uma videoaula explicando detalhadamente este tipo de operação, ela foi assistida por mais de 17,6 mil pessoas.

O motivo de tanto interesse? A direção que a Bolsa vai apontar nunca foi tão incerta na história recente, o que torna o momento ideal para lucrar com este tipo de operação.

Agora, com métodos e técnicas aprimoradas, estamos em campanha para que o Rafi faça uma nova aula explicando o passo a passo para você de tudo que ele analisa no programa Domingo com Rafi. Inclusive, este é o link da edição de amanhã: https://youtu.be/TRrA2p6JmQw
Escolher quais ações irão compor seu Long & Short não é uma tarefa fácil. Porém, o Rafi e o Dato estão olhando isso todos os dias. Você também pode receber o aviso das oportunidades diretamente no seu WhatsApp. Acesse agora para falar com o Rafi e receber as próximas recomendações no seu celular.
No #fintwit...
Tuitou Thiago de Aragão, diretor de Estratégia da Arko Advice. Minutos após a saída do Ministro da Saúde, Nelson Teich, na última sexta-feira, Thiago, participou de um papo interessantíssimo com Dato Netto sobre a atual conjuntura política no Brasil e como os recentes acontecimentos têm influenciado o comportamento da Bolsa. Isso deu origem ao mais novo episódio do Podcast Eleven, que você pode ouvir aqui.
Existem várias evidências científicas que mostram que o estresse pode diminuir sua capacidade de tomar decisões racionais. Isso pode ser muito prejudicial aos seus investimentos. Este artigo escrito por Bruno Boni mostra porque isso acontece e como você pode evitar. Acesse: Efeito Cortisol
  TIME ELEVEN
Semanalmente, nossos analistas comentam os principais acontecimentos dos mercados globais
 
Daniela Bretthauer
Co-Head de Renda Variável, CNPI
 
Via Varejo (VVAR3) - Agilidade no digital "salva" resultado do tri
A Via Varejo reverteu o prejuízo do primeiro trimestre de 2019 e teve lucro de R$ 13 milhões no mesmo intervalo deste ano. Sem os impactos da Covid-19, calculados pela empresa em R$ 87 milhões, o lucro líquido do período seria de R$ 100 milhões. O Ebitda, com o efeito da pandemia, teve alta de 21,8%, para R$ 621 milhões. Sem os efeitos da Covid-19, teria sido de R$ 719 milhões. A receita líquida, de R$ 6,339 bilhões, ficou estável na comparação anual, com impacto da pandemia do novo coronavírus estimado em R$ 608 milhões. O volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) foi de R$ 7,8 bilhões, alta de 3%. O e-commerce respondeu por 27% desse total, alta de 8 pontos percentuais em um ano. Segundo a Via Varejo, em março, o canal online chegou a 34% do GMV. Em nossa opinião, agilidade no digital se mostrou eficiente para o resultado do primeiro trimestre, com rentabilidade e ganho de participação. A Via Varejo mostrou enorme capacidade de adaptação diante do cenário de pandemia e o efeito do confinamento, redirecionando seus esforços de venda para o canal online, que respondeu por cerca de 30% das vendas no trimestre.
 
Flávia Ozawa
Analista, CNPI
 
Log-in (LOGN3) - Navio extra, bunker e câmbio
A Log-in divulgou seu resultado do primeiro trimestre e apresentou prejuízo de R$ 114,6 milhões, impactado por R$ 7 milhões em custo adicional de embarcação, aumento do valor médio do bunker, além do efeito contábil negativo da desvalorização cambial sobre o endividamento da empresa e operações de leasing. Apesar do resultado operacional pressionado, ao longo do último ano, a companhia registrou evolução operacional e também na sua estrutura de capital, que mitigaram preocupações com sua gestão de liquidez e cumprimento de obrigações, possibilitando a expansão de suas operações à frente. Apesar das preocupações estarem voltadas para os desdobramentos da Covid-19, acreditamos que ela se encontra em posição favorável para atravessar este período de maior atribulação.
 
Daniela Bretthauer
Co-Head de Renda Variável, CNPI
 
Carrefour (CRFB3) - Menor rentabilidade do Banco Carrefour
O Carrefour Brasil registrou lucro líquido de R$ 401 milhões no primeiro trimestre, afetado pelo aumento de 50% nas despesas financeiras em comparação ao mesmo período do ano passado. Houve impacto também da menor rentabilidade do Banco Carrefour, que teve aumento de provisões e alíquota de CSLL (20% do lucro). Com isso, o lucro do braço financeiro recuou para R$ 127 milhões. Sua carga de risco foi 75% maior e a carteira mostrou atraso nos indicadores over-30 e over-90, sugerindo maior inadimplência adiante. Enquanto isso, a carteira com 30 dias de atraso alcançou 13,9%. Todavia o saldo de provisões foi de apenas 12,3% do total. No consolidado, embora as vendas tivessem crescido, o Ebitda do Carrefour subiu somente para R$ 1,1 bilhão, com pressão na margem bruta.
 
Tatiana Brandt
Analista, CNPI
 
BTG (BPAC11) - Primeiros sinais da pandemia
O BTG Pactual reportou um lucro líquido recorrente de R$ 789 milhões no 1T20, representando queda de 22% T/T e crescimento de 9% A/A. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido médio (ROAE) foi de 14,5% no 1T20 (vs. 19,1% no 4T19). De forma geral, os impactos do coronavírus nos resultados do 1T20 foram limitados. Apesar do agravamento da crise a partir da segunda quinzena de março, o BTG Pactual conseguiu entregar resultados positivos, com aumento anual das receitas nas principais áreas de negócios. Contudo, na análise com trimestre imediatamente anterior, houve queda da receita total, também impactada pela sazonalidade, parcialmente compensada pela redução das despesas. O Banco mantém como foco, neste momento, sua liquidez, tendo limitado o uso do balanço patrimonial no início da crise, encerrando março com uma Basileia de 19%.
 
E um último pensamento pra inspirar seu final de semana...
"A aliança na política não quer dizer obediência, ela quer dizer uma predisposição maior e mais flexível para o diálogo"
Thiago de Aragão, em live recente com Dato Netto, que deu origem ao episódio do último Podcast Eleven.
 
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