Agenda tem PIB, balanços e fala de Trump

No campo corporativo, após os números de Renner e C&A, o investidor repercute hoje o resultado da Cia Hering. A companhia registrou lucro líquido de R$ 5,043 milhões no primeiro trimestre, queda de 89,2% em um ano.
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Agenda tem PIB, balanços e fala de Trump
A agenda está completa de indicadores no último pregão do mês de maio, com atenção especial para os números do Produto Interno Brunto (PIB) do primeiro trimestre divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, balanços de diferentes setores ajudam os investidores a entender os primeiros impactos da crise da Covid-19.

Com pandemia, o PIB do Brasil encolheu 1,5% entre janeiro e março, em relação ao trimestre anterior, voltando ao mesmo patamar de 2012. Na comparação com igual período de 2019, houve queda de 0,3%. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre de 2020 totalizou R$ 1,803 trilhão.

O IBGE revisou os dados do PIB de 2019. No primeiro trimestre, cresceu 0,2%, em vez do resultado nulo divulgado anteriormente. No 2º trimestre, a alta foi mantida em 0,5%. Já nos dois últimos trimestres, a revisão foi para baixo: no 3º trimestre, a alta foi de 0,5%, e não 0,6%, e a do 4º trimestre foi de 0,4%, ante 0,5% da divulgação anterior.

No campo corporativo, após os números de Renner e C&A, o investidor repercute hoje o resultado da Cia Hering. A companhia registrou lucro líquido de R$ 5,043 milhões no primeiro trimestre, queda de 89,2% em um ano. O Ebitda caiu 80%, para R$ 11,383 milhões. A receita bruta, por sua vez, caiu 26,1%, para R$ 323,6 milhões. Segundo a Hering, o impacto da pandemia da Covid-19 explica os fortes recuos nessas três linhas do balanço.

Em nossa opinião, assim como outras varejistas que tiveram suas lojas fechadas pelo momento de pandemia, a Hering apresentou impacto relevante no desempenho do trimestre. Apesar da adoção de iniciativas digitais, a baixa participação do canal webstore nas vendas totais (menos de 7%) foi insuficiente para preservar a rentabilidade do negócio.

No primeiro trimestre, as vendas da webstore da companhia aumentaram cerca de 43%, mas ganharam fôlego no segundo trimestre com evolução superior a 100%. >> Verifique como destravar seu acesso à análise exclusiva << 
Ainda relacionado ao consumo interno, o Burger King Brazil registrou prejuízo de R$ 55,6 milhões no primeiro trimestre, revertendo o lucro de R$ 3 milhões observado um ano antes. O Ebitda caiu 89,4%, para R$ 8,7 milhões. Nosso time de analistas ressalta que com o fechamento de cerca de 65% de seus restaurantes, a companhia obteve pouca alavancagem operacional e consequentemente a pressão nas margens explica o elevado prejuízo no trimestre.

Já a MRV, maior construtora residencial do País, teve lucro líquido de R$ 115 milhões no primeiro trimestre de 2020, 39,1% menor que há um ano. A queda no lucro veio com concessões de descontos para sustentar as vendas em meio à pandemia. Uma provisão de R$ 10 milhões contra inadimplência também afetou o resultado. A margem bruta caiu de 32% para 28,2%.

O Ebitda, de R$ 205 milhões, caiu 24,9%. A receita líquida teve recuo bem menor, de 0,6%, ficando em R$ 1,499 bilhão, enquanto as vendas líquidas chegaram a R$ 1,673 bilhão, alta de 27,9%. Os lançamentos, porém, caíram 1%, para R$ 1,083 bilhão, com a concentração de lançamentos no final do ano passado.

Nosso time de analistas divulga semanalmente um relatório de Fundos Imobiliários com os principais acontecimentos do setor e um radar com indicadores de performance dos FIIs junto de nossas recomendações. >> Verifique como destravar seu acesso imediatamente <<
Exterior

Lá fora, o tom de cautela é dado pela continuidade das tensões no cenário político e também pelo noticiário internacional, onde os conflitos continuam sendo entre os Estados Unidos e a China. O presidente americano, Donald Trump, deve falar a respeito do país asiático em coletiva de imprensa ainda hoje.

A informação veio em meio a uma escalada nas tensões entre as duas maiores potências globais, depois que o Legislativo chinês aprovou uma lei de Segurança Nacional para a cidade de Hong Kong, que concentrou protestos contra Pequim no início do ano.

Trump também rebateu críticas às redes sociais, após o Twitter alertar sobre o conteúdo indevido em uma publicação dele. O presidente americano escreveu que "não fez nada sobre as mentiras e propagandas da China ou do partido Democrata de esquerda radical". Na opinião de Trump, o Twitter e outras plataformas de comunicação atacam apenas republicanos e conservadores.

Ele ameaça revogar a Seção 230 da "Communications Decency Act of 1996 (CDA)", segundo a qual nenhum provedor de internet ou plataforma pode ser responsabilizado por discursos difamatórios.

O Rafi comenta o noticiário externo desta sexta no Morning Call. Aperte o play para conferir a gravação.

Bom final de semana!

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