A taxa básica de juros caiu para 3,00% ao ano no Brasil. E daí?  Com um corte maior que o esperado pela maioria do mercado financeiro, o brasileiro viu a taxa básica de juros cair de 3,75% para 3,00% ao ano nesta quarta-feira, estabelecendo um novo piso histórico para a Selic. Em um país ainda acostumado a conviver com juros historicamente elevados, o cenário para a renda fixa fica cada vez mais desafiador e, em um contexto de crise por conta da epidemia do coronavírus, o investidor também lida com incertezas para destinar parte dos recursos ao risco. Como enfrentar essa nova realidade no mercado financeiro? Não há saída fácil em momentos de crise e olhar para os rendimentos da renda fixa não ajuda. Com a Selic agora em 3,00%, uma aplicação que renda 100% do CDI entregará em um ano retorno líquido (descontado o Imposto de Renda) de apenas 2,48%. Para gestores e consultores de investimento, da mesma forma que o brasileiro precisa ter uma fatia dos recursos em aplicações mais conservadoras permanentemente, não dá para deixar de lado os ativos de maior risco. Há, contudo, preocupações com o ritmo de retomada da economia brasileira na crise, o que tem levado cada vez mais investidores a buscar oportunidades fora do país, especialmente nos Estados Unidos. Matéria publicada no InfoMoney mostra que ações de empresas americanas, papéis de crédito privado e títulos públicos com juros reais estão entre as principais recomendações para o momento. Apesar de ainda ver oportunidades na Bolsa brasileira, o ambiente de enfraquecimento da economia doméstica e de crise política, levantando dúvidas sobre o potencial das reformas pós-coronavírus, faz com que Felipe Dexheimer, coordenador de alocação da XP Investimentos, se sinta mais confortável em apostar as fichas no mercado internacional, em especial o americano. Adriano Cantreva, sócio da Portofino Investimentos, conta que, na parte de renda fixa, a gestora buscou aumentar um pouco a parcela dos portfólios em juros reais, isto é, papéis como o Tesouro IPCA+ com vencimentos como 2026 e 2035. Para conferir a visão sobre esse novo cenário, leia a matéria completa aqui. Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney |