A retomada das Bolsas está rápida demais?

 
 

 

A retomada das Bolsas está rápida demais?

 

 

Em um momento em que a crise política vem a se somar à fase mais aguda da pandemia do coronavírus no Brasil, investir pelo menos uma parte do portfólio em ativos no exterior pode ser uma boa alternativa.

Os resultados de 2020 já têm apontado nessa direção, com as empresas de tecnologia da bolsa americana, e também o dólar, liderando os rankings de rentabilidade do mercado.

Nesse cenário, os fundos de BDRs da Bolsa local têm sido mais rentáveis na comparação com os pares que concentram a atuação nas ações brasileiras (leia mais aqui).

Gestores de fundos multimercados também têm buscado tirar proveito da retomada das economias desenvolvidas à frente das demais, seja via câmbio ou com apostas nos índices acionários S&P 500 e Nasdaq.

Contudo, embora no médio prazo a maior parte dos especialistas enxergue os Estados Unidos como a principal força econômica no pós-crise, no curto prazo, a tendência ainda é de bastante volatilidade.

Após o S&P 500 subir 12,7% em abril, e 0,6% em maio, até o dia 8, reduzindo a queda acumulada no ano para 9,3%, gestores não descartam alguma realização nas próximas semanas ou meses, tendo em vista o nível de incerteza que ainda se faz presente.

Avaliando que a recuperação do mercado financeiro pode ter se antecipado em demasia frente à da economia real, o fundo Verde, de Luis Stuhlberger, optou por uma postura um pouco mais cautelosa e reduziu marginalmente sua alocação na bolsa americana. Confira a estratégia nesta matéria.

Já o Goldman Sachs acredita que a recente euforia de investidores em busca de pechinchas deve se enfraquecer nas próximas semanas, diante dos riscos trazidos pela pandemia.

O banco prevê uma queda próxima de 20% do S&P 500 nos próximos três meses, o que deve levar o índice para a casa dos 2,4 mil pontos.

Para quem ainda prefere o conforto do lar, a Bolsa brasileira, embora prometa volatilidade, também tem chamado a atenção de gestores, que enxergam nela nomes de qualidade sendo negociados a preços descontados sob uma ótica de médio e longo prazo.

Lucas Bombana, repórter de Investimentos do InfoMoney

         

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